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Confusão marca assembleia geral dos professores e greve continua na capital

A assembleia geral dos professores da rede pública estadual, que estava marcada para a manhã de ontem, acabou não acontecendo. A não realização do evento foi motivada pela interferência de grupos políticos e outros que não pertencem aos dois sindicatos da categoria (Sinteac e Simplac), mas que vêm se aproveitando da mobilização para tecer ataques ao governo, o que não é aprovado pelas lideranças dessas duas associações que representam os trabalhadores da Educação.

GRUPOS alheios ao movimento docente impedem realização de assembleia do Sinteac e Sinplac - Foto: Regiclay Saady
Grupos alheios ao movimento docente impedem realização de assembleia do Sinteac e Sinplac – Foto: Regiclay Saady

 “Nas assembleias que foram realizadas na frente ao Palácio Rio Branco, nós estávamos sofremos a interferência de pessoas oportunistas, que se infiltravam na manifestação para defender bandeiras políticas e pessoais. Até o pessoal da TelexFree se misturava”, esclarece a presidente do Sinplac, Alcilene Gurgel. Segundo ela, a confusão gerada nos portões da escola onde a assembleia seria realizada foi promovida por membros do grupo intitulado Carapanã (da Ufac) e do hip-hop.
“Ao saberem que não poderiam participar da reunião dos professores, esses grupos fecharam o portão, impedindo a saída de quem já estava dentro e a entrada dos que ainda estavam fora”, detalhou. A revolta ocorreu em virtude de os sindicatos terem exigido o contracheque dos trabalhadores sócios e não sócios do setor, justamente para evitar a entrada de pessoas alheias ao movimento.
A decisão de permitir somente a entrada dos servidores da Educação já havia sido anunciada ontem pelo presidente do Sinteac, João Sandim: “Vamos cobrar a apresentação do contracheque de sócios e não sócios do sindicato. As pessoas oportunistas vão ficar de fora”. Diante do incidente e do fato de os servidores não concordarem com a contraproposta apresentada pelo governo, a greve permanece.
No entanto, em alguns municípios, como Tarauacá, Xapuri, Cruzeiro do Sul e Senador Guiomard, os trabalhadores da rede estadual de ensino encerraram a paralisação, por concordarem integralmente com o que foi proposto pelo governo e voltam às escolas na próxima segunda-feira. Os demais municípios que não tiveram tempo de realizar assembleias nesta sexta-feira devem se reunir também na segunda para decidir como se encaminhará o movimento.

NOTA DE ESCLARECIMENTO

O Sindicato dos Professores Licenciados do Acre (Sinplac) informa que a suspensão da Assembleia Geral, que seria realizada na manhã desta sexta-feira (19), na quadra do Colégio Estadual Barão do Rio Branco (CEBRB) ocorreu por conta de conflitos violentos ocasionados por pessoas que estão querendo fazer do movimento sindical um campo de guerra contra o Governo e contra a direção dos sindicatos, numa clara antecipação da disputa eleitoral pela direção das entidades. Esse tipo de disputa antecipada prejudica a nossa luta em prol da categoria.
É claro e evidente que estas pessoas querem aparecer a qualquer custo perante a categoria como donos da verdade, numa tentativa desesperadora de desqualificar a direção do Sinplac, que busca incessantemente através do diálogo encontrar na mesa de negociação uma solução que contemple as reivindicações dos professores licenciados.
A direção do Sinplac optou pela suspensão da Assembleia Geral por entender que o primordial naquele momento era garantir a integridade física dos professores licenciados presentes, no movimento de greve. Lamentamos ainda as agressões e ofensas por parte de algumas pessoas, que por motivos pessoais tentam impedir de várias formas a organização dos professores licenciados em busca de melhorias salariais, melhores condições de trabalho e valorização profissional. Esse tipo de atitude, na visão do Sinplac, tem como finalidade enfraquecer o movimento grevista.
A direção do Sinplac esclarece que é contra o acesso de pessoas estranhas à educação. Não podemos permitir que servidores de outros setores do Estado ou Município interfiram no resultado de nossas Assembleias.
No fim da manhã desta sexta-feira, o Governo do Estado apresentou uma resposta às propostas protocoladas pelo Sinplac, posicionando-se da mesma maneira como já havia feito anteriormente. Destacamos que as nossas reivindicações são aceitas pela SEE, mas dentro das limitações financeiras e do tempo estipulado pela Secretaria de Estado de Educação (SEE-AC).
A greve tem continuidade e uma nova Assembleia será convocada para que a categoria possa deliberar sobre o assunto.

(A direção do Sinplac)

Por Val Sales

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